
Hoje, em homenagem à sexta-feira 13, vamos falar sobre um dos “fantasminhas” que mais atazanam o juízo das pessoas que lidam com mais de um idioma. Até o mais experiente tradutor pode ser induzido ao deslize, se não estiver atento. Refiro-me aos falsos cognatos.
Comecemos pelos cognatos. Estes “são palavras que possuem o mesmo radical (ou raiz) em diferentes idiomas, por possuírem a mesma origem. Portanto se assemelham, tanto na escrita como em seu significado”. [1]
Comecemos pelos cognatos. Estes “são palavras que possuem o mesmo radical (ou raiz) em diferentes idiomas, por possuírem a mesma origem. Portanto se assemelham, tanto na escrita como em seu significado”. [1]
O contraponto são nossos “fantasminhas”: os falsos cognatos - ou falsos amigos – que é como chamamos "palavras semelhantes em duas línguas, mas de sentidos totalmente diversos". [3] Tanto os cognatos quanto os falsos cognatos existem entre praticamente quaisquer dois idiomas. Os cognatos não representam qualquer perigo, exatamente pela natureza semelhante entre eles. Vejamos alguns exemplos de cognatos entre o português e o inglês:air, em inglês = ar, em português
atmosphere = atmosfera
car = carro
compare = comparar
necessity = necessidade
superior = superior

O perigo mora nos falsos cognatos, que acabam tornando-se verdadeiras arapucas para quem está aprendendo uma língua estrangeira: o aprendiz ve uma palavra na língua estrangeira, e a traduz para uma palavra que parece semelhante, em português, mas que, na verdade, tem um significado distinto. Vejamos alguns exemplos:
atmosphere = atmosfera
car = carro
compare = comparar
necessity = necessidade
superior = superior

O perigo mora nos falsos cognatos, que acabam tornando-se verdadeiras arapucas para quem está aprendendo uma língua estrangeira: o aprendiz ve uma palavra na língua estrangeira, e a traduz para uma palavra que parece semelhante, em português, mas que, na verdade, tem um significado distinto. Vejamos alguns exemplos:

- Parents, em inglês, não são parentes, e sim pais.
- Relative, em inglês, não é relativo, e sim parente.
- Costume não é costume, mas fantasia.
- Pretend não é pretender, mas fingir.
- Prejudice não é prejuízo, e sim preconceito.
Viu como é fácil errar? Todo cuidado é pouco.
Se quiser ver mais exemplos de falsos cognatos MUITO COMUNS, onde você certamente já tropeçou, clique AQUI (Falsos Cognatos - Exemplos).
Referências bibliográficas:
[1](http://pt.wikipedia.org/wiki/Cognato - atualizado em 18/03/2007).
[2] SANTOS, A.S.- Guia prático de tradução inglesa. São Paulo, Cultrix-Edusp, 1981.
[3] (RÓNAI, P.- A tradução vivida, 2.ed. Rio de Janeiro, 1981).

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